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Coletivos debatem desmilitarização da PM

Comunicação - Mandato Toninho Vespoli | 06/03/2014 - 18:54
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Hélio Augusto, membro da Juventude Socialismo e Liberdade-JSOL; Roberta Marcondes Costa, do Coletivo Desentorpecendo a Razão-DAR; e Max B.O., apresentador e Rapper.

Na última terça-feira, 25 de fevereiro, ocorreu no Teatro Studio um debate sobre a desmilitarização da Polícia Militar (PM). A atividade fez parte da campanha “Por que o senhor atirou em mim?”, promovida por diversos coletivos de juventude e de direitos humanos.

Participaram da mesa Hélio Augusto, membro da Juventude Socialismo e Liberdade-JSOL; Roberta Marcondes Costa, do Coletivo Desentorpecendo a Razão-DAR; e Max B.O., apresentador e Rapper. Cerca de 250 pessoas ocuparam a plateia, que pôde participar com intervenções. O vereador Toninho Vespoli (PSOL) também marcou presença no evento.

Participaram da mesa Hélio Augusto, membro da Juventude Socialismo e Liberdade-JSOL; Roberta Marcondes Costa, do Coletivo Desentorpecendo a Razão-DAR; e Max B.O., apresentador e Rapper. Cerca de 250 pessoas ocuparam a plateia, que pôde participar com intervenções. O vereador Toninho Vespoli (PSOL) também marcou presença no evento.

O debate ocorreu três dias após o último protesto contra a Copa, quando cerca de 20% dos manifestantes foram presos de forma preventiva – havia 2 mil policiais para 1,5 mil manifestantes – , numa explícita demonstração de violação de direitos, da democracia e de abuso de poder promovido pelo Estado.

As falas dos componentes da mesa e dos espectadores deixaram claro que a presença da PM já não garante qualquer sentimento de segurança para determinadas parcelas da população. Pelo contrário, desperta medo, sobretudo nas pessoas que vivem nas periferias das cidades. “E hoje essa realidade é conhecida, pois as novas tecnologias como vídeos, fotos e redes sociais, nos ajudam a divulgar rapidamente os absurdos que a polícia pratica”, afirmou Hélio Augusto.

Para compreender a forma de agir da Polícia Militar, os debatedores fizeram uma recuperação histórica da corporação. “Desde sua criação, a PM tem sua atuação voltada ao combate de um inimigo interno ou de alguma ameaça iminente. No início foi contra invasões de estrangeiros, depois contra os ‘terroristas comunistas’, e hoje o foco é o tráfico de entorpecentes”, explicou Hélio.

Ao longo da história, a polícia também recebeu a incumbência de reprimir as classes mais excluídas. Hoje as pessoas perseguidas na guerra ao tráfico são majoritariamente das periferias e negras. 98% dos mortos são homens, 70% são negros. Não se vê a mesma repressão em bairros nobres.

Quando se propõe a desmilitarização, visa-se, inclusive, melhorar a vida do policial, que deveria ser formado sob um treinamento mais humano, diferente da atual lógica do inimigo interno a ser combatido. “Uma polícia preventiva, comunitária e com participação popular são alguns exemplos de alternativas para a segurança pública”, concluiu Hélio.

 


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